
A fresta da janela, por onde vaza a imensidão do luar,
espelhada no teto do meu quarto, fez-me sentir saudades do cheiro das minhas
palavras.
Andei distante, na missão de me moldar. No entanto, respirou, insípido, tudo
aquilo que resolvi desabafar. É que as vezes preencho tanto que inundo, mas há
horas que sou sertão na seca. Só um poeta enclausurado no corpo de um soldado
ousaria entender.
Mas de repente a luz rompeu o sono e despertou em mim aquilo
que não dá para se conter: não se pode moldar o mar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário