Tem dias que eu acordo mergulhada em verbo. Pelas minhas pálpebras salta o discurso que minha boca cala. Ponho os pés no chão frio e pisoteio todos os meus ideais aprisionados em A4, vejo os rostos das palavras, prontas para me sugar pra dentro de tudo aquilo que eu crio e não compartilho.
No chuveiro, os poros abrem e derramam mais meia dúzia de pensamentos que não se encaixam. Engulo o café com duas colheres rasas de esperança e me decomponho em cada canto da casa.
Me remexo dentro de mim, não me caibo.
Isso também me acontece. Mas aí eu tenho que sair já atrasado e na correria do dia tropeço no verbo e acabo salvando muito pouco em um bloquinho de notas e notas. Mas salvo [sorrio] Mari, aproveito e convido para comente meu tenso “THE SMITHS, O CONTO” http://jefhcardoso.blogspot.com Abraço!
ResponderExcluir